A cadela entregou as alianças no nosso casamento e não poderia ter sido mais perfeito. Ela é um membro muito especial da nossa família mais directa, pelo que dar-lhe este papel especial nos fez muito feliz. No entanto, não podemos ser egoístas e antes de tomarmos este tipo de decisões, temos que averiguar se o animal terá condições para o efeito ou se será um pedido demasiado difícil de concretizar para o nosso patudo. Nós medimos os prós e contras e decidimos arriscar. Contamos então a nossa experiência.
Reza a lenda que as alianças devem ser entregues por elementos da família mais novos que marquem o casal. Actualmente já muito se tem inovado na matéria e há alguns casos em que se faça o contraste e se peça às avós para o fazerem, por exemplo. Cumprem-se novas tradições. Nós pensámos no elemento mais novo da família a poder levar as alianças e foi simples chegar a uma conclusão: a nossa pequena cadela Chiclet é que vai levar as nossas alianças! A nossa pequena peste é uma traquina e não deixa que ninguém lhe toque fora de casa, correndo e brincando com quem lhe quiser dar atenção. Só não lhe toquem sem que ela dê confiança que ela corre que nem um Speedy Gonzalez. É feliz a poder correr e a quinta tinha espaço para isso, além de ser um espaço fechado, pelo que ela poderia usar bem as pernas, sem problemas de restrições de espaço. Comprámos um vestido de princesa, a combinar com a noiva, mas com um laço que a destacava como a prenda das nossas vidas. Foi uma estrela na festa.
Quando andávamos à procura de uma quinta queríamos que esta aceitasse a presença de animais. Tivemos ainda a sorte de encontrar uma quinta que nos permitia dormir no local e ter acesso aos vários quartos. A nossa pequena tinha portanto local onde dormir e se abrigar do barulho que se faria de noite, com a festa e dança. Isso seria fulcral para a nossa decisão de a levar. Não devemos obrigar os patudos a sofrer para nos fazer felizes. Assim, a nossa solução foi mantê-la perto de nós, tendo consciência de levar comida, água, brinquedos e de a passear para que fizesse as respectivas necessidades. Esses tempos de passeio também serviram para verificar se estava tudo bem com ela. Dormia o tempo todo que não estava connosco, pois sempre que chegávamos ela estava a despertar. Foi muito feliz durante a manhã e tarde e à noite descansou. Foi um dia perfeito porque ela pôde fazer parte dele!
Quem tem animais que não gostem muito de confusão, devem evitar totalmente este tipo de exposições. Não faz de todo sentido sacrificarem o vosso melhor amigo, pelas fotografias ou por 5 minutos de entrega das alianças. Tomem uma decisão consciente! As fotografias podem ser tiradas num evento póstumo ao casamento, como uma sessão de trash the dress que é cada vez mais comum.
Por outro lado, caso vejam que é possível de levar o patudo, mas não queiram ter a preocupação do vosso pequeno patudo no dia do vosso casamento, podem também contratar um serviço de petsitting que leve o pequeno para um local mais confortável e seguro. No nosso caso, tivemos a sorte de ter outras soluções, mas caso contrário, era este o passo a dar.

Para os mais curiosos, sugerimos ainda que leiam mais sobre o nosso casamento com o tema de Harry Potter. A nossa cadela levava uma snitch ao pescoço, o que permitiu, de forma confortável, que fosse a própria a transportar as alianças de forma segura e prática.
Já foram a algum casamento com uma menina/ um menino das alianças deste calibre?
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